Algumas pessoas tem um discurso bom. Outras, iniciativas boas, e outras, nem um nem outro. Aquelas com um bom discurso puritano e moralista, que banque isso, e as outras… tudo bem, nós somos assim mesmo.
Julho 4, 2009
Lula encima do muro
Posted by Daniel De Luccas under Cotidiano | Tags: democracia, ditadura, eleições, Honduras, Hugo Chavez, Irã, Lula, PMDB, Sarney, Sudão |Leave a Comment
Parecia que ele queria estender para mais uma eleição, mas disse que respeita a democracia e nunca faria isso. Chamou os protestos do Irã de choro de torcida perdedora, mas defende com seriedade a democracia de Honduras. Esqueceu de condenar a ditadura do Sudão, mas insiste em manter uma política democrática quando se trata de comentários autoritários de Hugo Chavez. Seu partido, anunciou que apoiava a saída de Sarney, mas quando foram ameaçados a perder o apoio do PMDB nas próximas eleições, voltaram atrás com a justificativa, “afastá-lo não resolve o problema”.
Março 19, 2009
Caro Demais
Posted by Daniel De Luccas under Reflexões | Tags: arriscar, caro, cobiçado, escapar, esforço, invejado, oprimido, preço |Leave a Comment
Possuir algo é por em risco perdê-lo.
Quanto mais atraente, mais cobiçado e invejado.
Pouco importa o esforço aplicado,
ele pode ser roubado.
O empenho dedicado para obtê-lo,
deve ser dobrado para guardá-lo.
Mesmo assim, há chances de ser furtado.
Quanto mais escondido, mais desejado.
Isso quando não foge por conta própria de tão oprimido.
Possuir sair caro,
mas ninguém quer arriscar deixar escapar:
o preço é mais alto.
Daniel De Luccas
Dezembro 8, 2008
Vivemos numa sociedade machista
Posted by Daniel De Luccas under Reflexões | Tags: mulheres, sociedade machista, machismo, feminismo, mulheres maltratadas, mulheres livres, mulheres independentes, culturas muçulmanas |[14] Comments
Mulheres em sua maioria querem ser livres. Lutam por autonomia. Se relacionam com quem querem. Conseguem cada vez mais cargos profissionais predominantemente masculinos. Moram sós. Constróem patrimônio. Buscam ser respeitadas por quem são, não pelo que aparentam. Se entristecem com as culturas muçulmanas extremistas.
Mas onde estão essas mulheres?
Não sei quantas vezes fui rejeitado por tratá-las como mulheres. Meus relacionamentos mais duradouros foram aqueles pelos quais não as tratei como gente.
Essas não conseguem ficar só, ou fazer programas com seus amigos. Nos dão demasiada atenção e prestam contas de tudo. São extremamente amorosas e apaixonadas. Ficam cheias de ciúmes e se tornam dominadoras. Lutam bravamente pelo relacionamento motivadas em nos ter ao seu lado pelo período mais longo possível.
Ao mesmo tempo, exigem de nós todas essas coisas, e que elas sejam expressadas da mesma maneira e intensidade. Quando isso não acontece, nos deixam.
Por favor. Recusem-se a ser maltratadas.
Novembro 5, 2008
McCain’s speech amazes millions of people!
Posted by Daniel De Luccas under Cotidiano | Tags: african-americans, blacks, defeat, elections, eleições, eleições americanas, EUA, John McCain, McCain, negros americanos, Obama, proud, USA elections |Leave a Comment
Outubro 30, 2008
Vota-se obrigatoriamente na democracia!
Posted by Daniel De Luccas under Reflexões | Tags: democracia, eleições, obrigatoriamente, votar, voto obrigatório, votos |Leave a Comment
“Já que tem de votar, que seja no menos pior”, diz o povo.
Outubro 20, 2008
Continuação “Priscila e Renato” – Parte II
Posted by Daniel De Luccas under Conto | Tags: Alemanha, café, caso de escola, cerveja, cheiro do café, cidade, cidades européias, coisas brasileiras, confiante, Dia dos Namorados, doces favoritos, EUA, final de semana, frio, guardadores de carros, Irish pub, mar, músculos, olhos brilharam, padaria de portugueses, praia, Romance, romances antigos, rosto queimado, saudade do Brasil, seguro, sentimento, sofá bagunçado, surf, trem, vento, xingamentos de trânsito |[2] Comments
Priscila continuava confusa. Não por não lembrar do Rega, com quem teve um caso na escola, mas por não entender como ele soube de sua volta e do seu telefone que mudou algumas vezes depois que se formaram no colégio.
“Oi Rega!” – responde com voz empolgada. “Ainda tô um pouco desacostumada com tudo!”
Priscila não pensou em nenhuma desculpa rápida para recusar o convite de Renato para encontrá-la na padaria, a algumas quadras do seu apartamento, onde seu pai sempre comprava pães quando era ainda uma pequena padaria de portugueses, naquela epoca ainda sem muita fama e estrutura.
Priscila colocou apenas uma jaqueta branca de zíper Adidas, que comprou quando ainda morava nos EUA, um cachecol verde liso, que ganhou de Dia dos Namorados do ex, e uma boina preta, para esconder seu cabelo desarrumado.
Ela não pretendia mesmo ficar fora por muito tempo. Deixou a porta de vidro da sacada sem fechar completamente, a TV ligada, o sofá bagunçado e o álbum aberto na página da foto de Ana e suas “mil e uma” caretas na Irish pub onde acabou dormindo, de tanta cerveja que tomou.
Renato caminhava focado pela rua, pensando no que dizer para mostrar a Priscila como cresceu. Também não vestiu nada muito pesado, para expor um pouco dos seus músculos que desenvolveu ao longo dos anos que surfou e malhou desesperadamente. Apresentava o rosto queimado pelo vento da praia. Estava seguro e confiante.
Sentados do lado de fora, Priscila não conseguia tirar os olhos das pessoas caminhando pelas ruas, dos novos prédios construídos, dos xingamentos de trânsito e da competição dos guardadores de carros por um cliente. Parecia que eles sempre estiveram ali.
Renato não tirava os olhos de Priscila. Ela se mostrava vulnerável. Seu sorriso de chocada com as coisas brasileiras transmitia, para Renato, uma mensagem de êxtase por tê-lo reencontrado.
“Já foi à praia depois que voltou? Eu sei que o frio está chegando, mas as vezes é bom dar uma escapada da cidade. Não deixo passar um final de semana sem juntar uma galera pra descer. O mar tava perfeito pra surfar. Fui com três brothers meus. Só risada. A gente não consegue acordar 10 da manhã pra nada, mas pra surfar a gente acorda até às 4 da matina, debaixo de chuva e no frio, se for preciso.”
Priscila lembrou de suas três amigas. Uma vez ficaram acordadas até às 3:00 horas da manhã fofocando sobre os gringos, dando risadas, contando dos doces favoritos que comiam pelas cidades européias, e no dia seguinte tinham que acordar às 5 horas para pegar o trem para uma cidade vizinha, na Alemanha.
Paty foi a única que não conseguiu dormir, com saudade do Brasil. Como era a mais pontual do grupo, resolveu ficar acordada, fazer o café e acordar as meninas a chutes e ponta-pés de uma mãe acordando os filhos para ir para a escola.
Os olhos de Priscila brilharam. Tomou um gole do seu cappuccino, saboreou o chocolate respirando o cheiro do café, se esquentou e sorriu por uns segundos, fixada em Renato, pensando nas três amigas.
Renato pensou: “De duas uma, ou ela está com muita saudade de uma praia, ou se encantou comigo. Será que daquele caso que tivemos na escola ainda resta algum sentimento? Meninas esquecem menos do que homens de sentimentos, principalmente quando se tratam de romances antigos.”
Outubro 19, 2008
O que Lindemberg tanto queria?
Posted by Daniel De Luccas under Reflexões | Tags: Caso Lindemberg, Eloá, Nayara, refletir, Santo André, sequestro, sonhos |[3] Comments
Dizemos com freqüência frases como “devemos lutar pelos nossos sonhos”, ou “seguir o que nosso coração diz”. Afirmações como essas estão por todo o canto. No entanto, como seres organizados em comunidades, nos perguntamos: – Até onde eu devo seguir o meu caminho e lutar pelos meus sonhos respeitando os sonhos das pessoas ao meu redor?
Nessa sede por termos algo que tanto almejamos, muitas vezes, desconsideramos os sonhos das pessoas mais próximas, pelas quais até dizemos que amamos. Para vivermos por completo, precisamos deixar que as pessoas vivam também, porque sem elas, perdemos o motivo para continuarmos a viver. Viver, portanto, independe de somente termos o que desejamos, mas de principalmente compartilharmos vida – cedendo espaço, compreendendo e encorajando – com as pessoas que compõem nossa comunidade.
Na luta cega e desenfreada pelo “ter”, acabamos roubando de alguém, e conseqüentemente perdendo o que muitas vezes é de mais valioso para nós mesmos.
Não temos a certeza do que exatamente Lindemberg queria com esse seqüestro, mas sabemos do que ele menos queria – a morte de quem ele supostamente amava.
Daniel De Luccas
(Essa foi uma pausa no conto abaixo “Priscila e Renato” para uma reflexao…)
